Estórias da Vida (1)
novembro 18th, 2009 § Deixe um comentário
Não sei se é de seu conhecimento, mas sou formado em Tecnologia em Informática pela Unipar em Cianorte.
Ao longo da minha vida como programador (que não é muito longa, tá?) acabei vendo e/ou ouvindo algumas coisas que me despertaram algumas gargalhadas.
Houve na faculdade, por exemplo, um cara que conheci fez o seguinte em uma prova de sistemas operacionais:
Pergunta: O que é um deadlock?
Resposta: Deadlock é a tranca da morte.
Simples assim. O cara fez uma tradução mais ou menos e resolveu escrever o que achava. O professor na ocasião chegou a comentar que se o cara tivesse colocado como “cadeado morto” ele até “entenderia”, mas tranca da morte… não dava.
Esse mesmo indivíduo no começo do 1º ano aprontou a seguinte:
Tinha a disciplina de matemática discreta e o professor deu como dever um trabalho com algumas perguntas.
Quando foi corrigir o professor anunciou a correção do execício 5 que era para encontrar o maior lado de um triângulo retângulo. Depois ele fez a correção no quadro com aquela fórmula dos quadrados dos catetos e coisa e tal.
Assim que a correção acabou o professor perguntou se alguém tinha uma dúvida.
Mal acabou de perguntar o sujeito do deadlock lançou essa:
- Professor, está faltando algo.
O professor teve um sobressalto, parou, olhou atentamente o quadro, reviu o cálculo umas duas ou três vezes pensando se tinha sido confiante demais e tinha deixado algo de fora. Uns 5 minutos depois desta pergunta o professor já estava se sentindo incomodado e estúpido, achando que tinha esquecido um detalhe básico demais. Com um pouco de receio e depois de revisar bem o cálculo resolveu perguntar:
- Não consegui encontrar nada de errado. O que está faltando?
Prontamente o cara respondeu:
- Um lado.
Agora o professor tinha a expressão nítida e clara de ponto de interrogação e fez a pergunta que com certeza ecoava em sua mente:
- Como assim?
Todo solicito o aluno resolve explicar a sua dúvida com um ar de segurança e certeza que faria o Roberto Justos ficar intimidado:
- Professor, no enunciado do exercício dizia que era para achar o maior lado do triângulo retângulo, daí que um retângulo tem 4 lados e o senhor só achou 3.
Foi unamime. A sala toda riu compulsivamente. Alguns alunos sairam da sala, outros sentaram no chão e teve um que chegou ao ponto de ficar em posição fetal de tanto rir.
O professor foi o único que não riu, aliás ele se recusava a acreditar no que estava acontecendo. Ele vendo a reação da sala e inconformado com a explicação observou que o aluno mantinha o ar de seriedade achou que ele tinha se expressado mal.
- Filho, acho que você se expressou mal, não quer reformular sua dúvida. – Tentou o professor.
O aluno ainda com aquele ar de certeza parecendo que a resto da classe nem estava lá afirmou:
- Não professor, é isso mesmo. Aqui diz que tem que achar o maior lado do triângulo retângulo e sendo assim falta um lado para achar.
A galera “veio abaixo” até quem já tinha parado de rir recomeçou como se nunca tivesse começado. O cara da posição fetal quase teve uma parada cardíaca. Não posso confirmar, mas tenho quase certeza que uma colega nossa fez xixi nas calças, mas eu não perguntei a ela.
A única coisa que o professor realmente inconformado conseguiu perguntar foi:
- Filho, de qual hospício você fugiu?
O professor até sugeriu um nome de hospital psiquiatrico que fica situado em Jandaia que veio a se tornar o apelido do sujeito até hoje. E o pior é que o cara faz jus a fama. Só não conto o apelido porque pode gerar problemas.
É isso aí.
Quando lembrar que mais alguma história divertida venho contar.